Tarsila do Amaral nasceu em 1 de setembro de 1886 no município de Capivari, interior do estado de São Paulo. Desde a juventude manifestou sua vocação artística, mas começou a dedicar-se sistematicamente à pintura a partir de 1917. Participou ativamente da renovação das artes brasileiras que se iniciou na década de 1920. Mudou-se para Paris, a fim de aprimorar seus estudos e, já em 1922, expôs uma de suas obras no Salão dos Artistas Franceses. Ao longo dos anos o reconhecimento de seu trabalho não parou de crescer, tornando-a uma das maiores artistas brasileiras. Integrou-se ao movimento modernista e fundamentou sua arte na questão da brasilidade e de tudo que viu e viveu em suas viagens pelo interior do Brasil e pelo mundo. Sua obra divide-se em fases que representam através de traços e cores, não apenas o momento histórico, mas acima de tudo suas impressões. Foi casada com Oswald de Andrade e, nesse período, ao lado de Oswald e também dos artistas Anita Malfatti, Menotti del Picchia e Mário de Andrade, retratou o Brasil com originalidade iniciando a fase denominada Pau-Brasil, variante brasileira do cubismo. Em 1928, com a famosa tela Abaporu, inaugura o Movimento Antropofágico e inicia a fase antropofágica de sua pintura. Em 1933, pinta o quadro Operários, iniciando a fase social, com temática proletária. Em seguida, volta seu interesse para a representação do real, entrelaçando definitivamente sua obra no processo de construção do Brasil moderno. Trabalhou como colunista dos Diários Associados de 1936 a 1952. Participou da I Bienal de São Paulo e em 1963 teve sala especial na VII Bienal, além de participações em diversas mostras, como sua participação especial na XXXII Bienal de Veneza. Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973. |