 Nascido em São Paulo em 11 de julho de 1902, filho de Cristovão Buarque de Holanda e de Heloísa Buarque de Holanda, Sérgio Buarque de Holanda foi um dos mais importantes historiadores brasileiros, crítico literário e jornalista. Estudou na Escola Modelo Caetano de Campos, onde compôs a Valsa “Vitória Régia”, publicada na revista Tico-Tico, e onde foi aluno de Afonso de E. Taunay. Em 1921 mudou-se com sua família para o Rio de Janeiro, onde participou do Movimento Modernista, tendo sido nomeado por Mário e Oswald de Andrade representante da revista Klaxon no Rio de Janeiro. Em 1925, bacharelou-se em Direito pela Universidade do Brasil. Em 1926, transferiu-se para Cachoeira do Itapemirim (Espírito Santo), para dirigir o jornal O Progresso. Neste mesmo ano fundou, juntamente com Prudente de Morais Neto, a revista Estética. Em 1944, assumiu o cargo de Diretor da Divisão de Consulta da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Em 1945, participou da fundação da Esquerda Democrática e viajou para São Paulo a fim de participar do Congresso de Escritores. Foi eleito presidente da seção do Distrito Federal da Associação Brasileira de Escritores. Em São Paulo, no ano de 1946, assumiu o cargo de diretor do Museu Paulista, substituindo seu antigo professor Afonso de E. Taunay. No ano seguinte, assumiu a vaga de professor de História Econômica do Brasil na Escola de Sociologia e Política, em substituição a Roberto Simonsen. Recebeu diversos prêmios literários, tais como o Prêmio Edgard Cavalheiro do Instituto Nacional do Livro, pela publicação de Caminhos e Fronteiras e o Prêmio Governador do Estado (1967). Em 1969, requereu sua aposentadoria do cargo de catedrático da USP em solidariedade aos colegas afastados de suas funções pelo AI-5. Entre suas obras mais famosas estão Raízes do Brasil (1936), Cobra de Vidro (1944), Caminhos e Fronteiras (1957) e Visão do Paraíso (1959). Faleceu em São Paulo em 24 de abril de 1982. |